segunda-feira, 16 de março de 2009

Da Varanda de Ana em BH: Maldito

A galera na metade da tour deu um ''pit-stop'' na casa de Ana, lá no centrão de BH. A BGzisse foi geral...

A música no vídeo chama-se Maldito e é da banda A Comuna de Recife (www.myspace.com/comuna), recomendamos.



Da Varanda de Ana em BH: Maldito from Henrique Campos on Vimeo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Techs (leia-se "Toques")

Dentro do Circuito Fora do Eixo (não sabe o que é? Não perca mais tempo! Informe-se!), apelidou-se de "Techs" toda a tecnologia (ferramentas, práticas, conhecimento em geral) que pode e deve ser trocada livremente entre seus parceiros, a fim de que todos evoluam rumo ao fim comum: viabilizar arte e cultura.

Não que seja um Tech em si, mas gostaria de deixar abaixo alguns Toques que foram fundamentais em nossa turnê e que valem a pena serem compartilhados:

a) Sincronização: atualmente, um dos grandes gargalos para os artistas , talvez o maior, é viabilizar a circulação regional e nacional. Sincronizar ações pode ajudar bastante na guerra contra o temeroso preço final $$. Por exemplo, a Nuda fez o trajeto BH/Uberlândia/Goiânia/Cuiabá/Brasília/BH de van. Contudo, sincronizamos nosso giro com a banda O Garfo (CE) e a banda Stereotaxico(BH), a última também representando o Coletivo Pegada, de BH. Rachamos todos os custos entre os três grupos e os organizadores dos festivais nos quais as bandas tocaram. Resultado: precinho camarada para todos.

b) Telelista pessoal: um bom trabalho de produção ajuda bastante na hora de uma turnê. PArece óbvio, mas mesmo assim vale a pena deixar aqui: tenha em mãos absolutamente TODOS os telefones/e-mails/etc de contato necessários, além de contatos para os famosos Planos B, ou improvisos. Afinal, ligar de BH pra Sampa, de um telefone de Recife para pedir o número de alguém de Goiânia não é algo muito recomendável para os bolsos dos músicos.

c) Tecnologia nem sempre custa caro: sabe quanto custa um aluguel de um GPS? Na base de R$10 a R$15 reais por dia. Estávamos em Sampa e alugamos um carro pra nosso show em Curitiba. Já deu pra imaginar. Pessoal, o GPS pode até errar, mas salva sim! E como! Mas se preferir, pode tentar dirigir às cegas em São Paulo. :P

d) Atacar de todos os lados: só no show de Curitiba, conseguimos vender 15 cd´s e 5 camisas. Humm...15 x R$5,00 + 5 x R$ 15 = R$150,00. E ai? Ajuda ou não ajuda?

Então, Rapaziada, lembrem-se: se errarem, pelo menos tentem descobrir novos erros, ok? E se descobrirem, avisem!

Axé*!

* Axé: do candomblé, energia vital que permeia e move o mundo.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Vídeos profissas virão, você verá.

Aqui um gostinho de como foi a gravação do programa Alto-Falante, em Belo Horizonte. Pros músicos, fica a dica de prestar atenção nos equipamentos que eles têm disponível pras bandas. Em breve disponibilizaremos em alta definição vídeos de Colibrilho, Samba de Paleta e Fato: Mamado Vado ao vivo nesse estúdio.


Untitled from raphael pinteiro on Vimeo.

terça-feira, 10 de março de 2009

Terra inédita 3: Tá parecendo um especial sobre Curitiba. E é.

Só quero dar uma contextualizada nessa empolgação toda.

A banda curitibana Stella-Viva foi uma das primeiras relações de amizade e admiração que surgiram logo quando criamos nosso myspace. Desde então frequentamos a página dos caras e vice-versa, trocando comentários durante todo esse tempo até o ponto de esquematizar um show em conjunto na terra natal deles.

Para tanto, alugamos um carro aqui em Sampa e pegamos a estrada. Chegamos quase na hora do show (como foi em quase toda a turnê), direto no Wonka Bar, um lugar que de cara já nos conquistou pelo nome. Depois foi se ampliando: ambiente louco, com áreas divididas de um modo bem peculiar, um palco bonito, espaço pequeno - e, como geralmente é consequencia, aconchegante -, equipe atenciosa, público atento, e por aí seguem os elogios.

Tocamos primeiro, e até então não tinhamos tido tanto tempo pra trocar uma idéia com os Stellas. A aproximação começou no show. E aí vem o grande motivo do esparro em torno de Curitiba. Nem mesmo no show de BH a gente ouviu tantas pessoas cantando nossas músicas, o que caiu como uma luva pra mim, que já estava com a voz esganiçada pelo desgaste natural de uma turnê: pouquíssimas horas de sono, má alimentação, comemorações pós-show e socialização não combinam, definitivamente com voz cristalina.

Mas voltando ao show.

Não sabíamos o que esperar de lá, visto que a cidade ainda não tem um circuito forte de bandas independentes e Curitiba não era uma das cidades que mais visitavam nosso myspace.

Cantar ouvindo as pessoas berrando sua música é, pra usar um clichê pertinente, arrepiante. A galera conhecia todos os detalhes de todas as músicas do Menos Cor, Mais Quem, além de MAruimstad e Samba de Paleta. Assim que começamos os primeiros acordes de Colibrilho rolou aquele "uhuuuuuu!" que levanta a moral de qualquer um. "Quer saber? Dane-se a perfeição, eu vou me meergulhar nessa história" e soltei o gogó rouco sem dó. Em algumas partes deixei o mic pra galera cantar, e o pessoal sabia até a letra de Duns de cór! Eu mesmo passei um tempão pra decorá-la, teve um monte de shows no começo que eu mandava um embromation valendo. Coisas do Calisto. Quem ainda não sacou direito essa letra, fica a dica. Sou fanzasso.

O mais incrível do show foi quando tocamos "A maré nenhuma" e a galera cantou altos trechos. Peraí... mas a gente nunca lançou essa música... que macumba foi essa?

Stella-Viva novamente nos impressionando: eles pegaram a letra na nossa comunidade do orkut e curtiram tanto a poesia que ficaram com ela na cabeça. Aí foi só eles sacarem a melodia ao vivo e pronto. Mais gente no coro. Assim que fica lindo!

Foi foda demais ver um monte de gente cantando de olho fechado, balançando a cabeça, um monte de casal se beijando quando tocamos Duns. Sentir que se está proporcionando bons momentos pra outras pessoas é... ah, sei lá.

Depois veio o show do Stella-Viva e os caras moeram. Tavam em casa, a maior galera já conhecia o trabalho e tudo saiu lindo demais. Pra vós que não conheceis, acessais aqui o myspace e não se arrependerás.

Ficamos amigos (mesmo!) da galera do bar (salve David e Angélica!), do caixa, da menina da faxina, de Diego do som, conhecemos uma caralhada de outros músicos, fizemos contatos, já estamos armando uma volta. Vendemos 12 cds e demos uma porrada de autógrafo. Como não somos estrelas ao ponto de achar normal dar autógrafo, lombramos pesado no que escrevemos. Um dia, quem sabe, alguém faz uma coletânea disso tudo e disponibiliza, né? Eu mesmo gostaria de ler. =)

Fiquei acordado até as 9, junto com Scalia (Cali, Calisto, Calistoga, Vovô Smurf, Frank Zappa, Zappinha... na banda todo mundo tem muito apelido, geralmente vindo de corruptelas, então é bom mesmo eu avisar como os integrantes podem ser chamados pra ninguém ficar boiando), Judá (Aflec, Dowsley, Menoso, Ricardo Macaco) e Sérgio do Stella-Viva (ou Piero) sobre guitarras, sobre gente brigona que acha que isso é ser macho, sobre Deus e suas árvores.

Quebrados e ainda deslumbrados, voltamos pra Sampa. A gravação no estúdio da Trama nos aguardava!

É como lá em BH, depois do show n'A Obra eu falei pra Henrique (Caçapa, Quermo, Vasp, Pemps): não tem como não se querer viver disso.

Imenso abraço ao Stella-Viva pela breve mas calorosa recepção. Obrigado demais ao público Curitibano pela grata surpresa. Valeu todo mundo que veio trocar idéia, que comprou cd, que fechou o olho e balançou a cabeça. A gente volta logo mais, pra saudade não sufocar e pro peito explodir.

Paz.

Algumas fotos do show em Curitiba.

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Quer comprar? Troca.

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A venda de cds e produtos dos artistas conteporâneos é um assunto que frequentemente vem à tona. Existem várias opiniões a respeito e é tema de debates acalorados, seja no bar na frente de casa ou nas reuniões do fórum permanente de música.

Durante nosso trabalho no Lumo Coletivo e nas viagens pelo circuito Fora do Eixo, experimentamos diversas situações que permeiam essa cadeia produtiva, inclusive trabalhando a venda para o consumidor final. Graças a isso foi possível estabelecer um planejamento de vendas dos produtos durante a turnê. Estamos satisfeitos com os resultados.

A foto acima é da banquinha do Grito Rock Cuiabá. De lá saimos fortalecidos e motivados por acreditarmos que é possível avançar nessas discussões. Presenciamos, mais profundamente, o trabalho avançado que existe numa cidade que fica a 14 horas da capital mais próxima e onde é possível comprar o cd da nuda por 5 cubo cards.

domingo, 8 de março de 2009

Como foi o show na terra do Stella-Viva?

Ainda hoje fotos e relatos de um dos melhores shows da turnê e quiçá de nossa carreira.
Chegamos ontem de volta ao QG da Terceira Edição, aniversário de Guerra, cervejada na casa de André Frank, quem quer dormir?
Amanhã tem gravação do Radiola/Tramavirtual, 12horas em estúdio!