Só quero dar uma contextualizada nessa empolgação toda.
A banda curitibana Stella-Viva foi uma das primeiras relações de amizade e admiração que surgiram logo quando criamos nosso myspace. Desde então frequentamos a página dos caras e vice-versa, trocando comentários durante todo esse tempo até o ponto de esquematizar um show em conjunto na terra natal deles.
Para tanto, alugamos um carro aqui em Sampa e pegamos a estrada. Chegamos quase na hora do show (como foi em quase toda a turnê), direto no Wonka Bar, um lugar que de cara já nos conquistou pelo nome. Depois foi se ampliando: ambiente louco, com áreas divididas de um modo bem peculiar, um palco bonito, espaço pequeno - e, como geralmente é consequencia, aconchegante -, equipe atenciosa, público atento, e por aí seguem os elogios.
Tocamos primeiro, e até então não tinhamos tido tanto tempo pra trocar uma idéia com os Stellas. A aproximação começou no show. E aí vem o grande motivo do esparro em torno de Curitiba. Nem mesmo no show de BH a gente ouviu tantas pessoas cantando nossas músicas, o que caiu como uma luva pra mim, que já estava com a voz esganiçada pelo desgaste natural de uma turnê: pouquíssimas horas de sono, má alimentação, comemorações pós-show e socialização não combinam, definitivamente com voz cristalina.
Mas voltando ao show.
Não sabíamos o que esperar de lá, visto que a cidade ainda não tem um circuito forte de bandas independentes e Curitiba não era uma das cidades que mais visitavam nosso myspace.
Cantar ouvindo as pessoas berrando sua música é, pra usar um clichê pertinente, arrepiante. A galera conhecia todos os detalhes de todas as músicas do Menos Cor, Mais Quem, além de MAruimstad e Samba de Paleta. Assim que começamos os primeiros acordes de Colibrilho rolou aquele "uhuuuuuu!" que levanta a moral de qualquer um. "Quer saber? Dane-se a perfeição, eu vou me meergulhar nessa história" e soltei o gogó rouco sem dó. Em algumas partes deixei o mic pra galera cantar, e o pessoal sabia até a letra de Duns de cór! Eu mesmo passei um tempão pra decorá-la, teve um monte de shows no começo que eu mandava um embromation valendo. Coisas do Calisto. Quem ainda não sacou direito essa letra, fica a dica. Sou fanzasso.
O mais incrível do show foi quando tocamos "A maré nenhuma" e a galera cantou altos trechos. Peraí... mas a gente nunca lançou essa música... que macumba foi essa?
Stella-Viva novamente nos impressionando: eles pegaram a letra na nossa comunidade do orkut e curtiram tanto a poesia que ficaram com ela na cabeça. Aí foi só eles sacarem a melodia ao vivo e pronto. Mais gente no coro. Assim que fica lindo!
Foi foda demais ver um monte de gente cantando de olho fechado, balançando a cabeça, um monte de casal se beijando quando tocamos Duns. Sentir que se está proporcionando bons momentos pra outras pessoas é... ah, sei lá.
Depois veio o show do Stella-Viva e os caras moeram. Tavam em casa, a maior galera já conhecia o trabalho e tudo saiu lindo demais. Pra vós que não conheceis, acessais aqui o myspace e não se arrependerás.
Ficamos amigos (mesmo!) da galera do bar (salve David e Angélica!), do caixa, da menina da faxina, de Diego do som, conhecemos uma caralhada de outros músicos, fizemos contatos, já estamos armando uma volta. Vendemos 12 cds e demos uma porrada de autógrafo. Como não somos estrelas ao ponto de achar normal dar autógrafo, lombramos pesado no que escrevemos. Um dia, quem sabe, alguém faz uma coletânea disso tudo e disponibiliza, né? Eu mesmo gostaria de ler. =)
Fiquei acordado até as 9, junto com Scalia (Cali, Calisto, Calistoga, Vovô Smurf, Frank Zappa, Zappinha... na banda todo mundo tem muito apelido, geralmente vindo de corruptelas, então é bom mesmo eu avisar como os integrantes podem ser chamados pra ninguém ficar boiando), Judá (Aflec, Dowsley, Menoso, Ricardo Macaco) e Sérgio do Stella-Viva (ou Piero) sobre guitarras, sobre gente brigona que acha que isso é ser macho, sobre Deus e suas árvores.
Quebrados e ainda deslumbrados, voltamos pra Sampa. A gravação no estúdio da Trama nos aguardava!
É como lá em BH, depois do show n'A Obra eu falei pra Henrique (Caçapa, Quermo, Vasp, Pemps): não tem como não se querer viver disso.
Imenso abraço ao Stella-Viva pela breve mas calorosa recepção. Obrigado demais ao público Curitibano pela grata surpresa. Valeu todo mundo que veio trocar idéia, que comprou cd, que fechou o olho e balançou a cabeça. A gente volta logo mais, pra saudade não sufocar e pro peito explodir.
Paz.
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terça-feira, 10 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Terra inédita 2: Brasília e suas surpresas
Depois de mais uma longa viagem, fomos recebidos por Marcelo, Jaque e Rafael, da Bloco Produções. Deixamos as bagagens no hotel (pra variar, BGzístico) e seguimos para a passagem de som no Landscape Pub, onde tocaríamos mais tarde junto com nossos amigos do Garfo e atrações locais, como a banda Monovida, do Marcelo.
A primeira surpresa foi o lugar: pequeno e por isso mesmo aconchegante, equipamento de som legal, equipe atenciosa. Pelo fato da cena independente de Brasília ainda não ser tão forte como nos outros lugares que passamos nessa tour, nos surpreendemos novamente com o público. E de duas formas. Aliás, três.
1 - Deu muita gente
2 - A atenção ao show foi total. Uma receptividade bonita mesmo. É massa essa sensação de ir conquistando a galera no decorrer da apresentação. Nos disseram que a galera de lá era roqueirona e tals, mas, se eram, tinham um pé fincado na música brasileira: nossos sambas e músicas calminhas funcionaram muito bem, com o povo dançando e balançando a cabeça. Valeu demais.
3 - Povo doido da porra!
Depois foi hora de curtir O Garfo, que fez um show impecável. A sintonia entre os caras é bonita de se ver e fica aqui uma dica de banda boa. Como eram a última banda e todo mundo estava curtindo demais. os caras fizeram uma porrada de muitas músicas de bis. Fiz um vídeo no meu celular, mas como não trouxe o cabo, só vou poder postar quando chegar em Recife.
Uma fotinha pra vcs sacarem o pico:

Abraço a todo mundo daí. Esperamos voltar logo e com mais tempo pra trocar idéias.
A primeira surpresa foi o lugar: pequeno e por isso mesmo aconchegante, equipamento de som legal, equipe atenciosa. Pelo fato da cena independente de Brasília ainda não ser tão forte como nos outros lugares que passamos nessa tour, nos surpreendemos novamente com o público. E de duas formas. Aliás, três.
1 - Deu muita gente
2 - A atenção ao show foi total. Uma receptividade bonita mesmo. É massa essa sensação de ir conquistando a galera no decorrer da apresentação. Nos disseram que a galera de lá era roqueirona e tals, mas, se eram, tinham um pé fincado na música brasileira: nossos sambas e músicas calminhas funcionaram muito bem, com o povo dançando e balançando a cabeça. Valeu demais.
3 - Povo doido da porra!
Depois foi hora de curtir O Garfo, que fez um show impecável. A sintonia entre os caras é bonita de se ver e fica aqui uma dica de banda boa. Como eram a última banda e todo mundo estava curtindo demais. os caras fizeram uma porrada de muitas músicas de bis. Fiz um vídeo no meu celular, mas como não trouxe o cabo, só vou poder postar quando chegar em Recife.
Uma fotinha pra vcs sacarem o pico:

Abraço a todo mundo daí. Esperamos voltar logo e com mais tempo pra trocar idéias.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Terra inédita1 : João Pessoa
No centro histórico de João Pessoa tem um lugar chamado Intoca, onde rolou o Grito Rock da cidade do Burro Morto. Pico massa, bonito e espaçoso. Alguns lugares de Jampa parecem com Natal, outros com Salvador. Ou foi o Teachers + Txotxo?
Tocada tranqüila, publico mais tranqüilo ainda. Estreamos uma musica. Tinha uma galera loucassa do lado esquerdo do palco que é uma das imagens mais recorrentes da tocada. Papos, ‘txilgues, sinks, foca e fotos depois, nada como uma laricadinha à beira-mar ouvindo o filme Tropa de Elite. Chegamos em Recife às 9 da matina.Que texto confuso... preciso dormir. (Ta-ta-ta-ta-ta tapioca! Vo-vo-vo-voinho!)
Foto: Rafael Passos
Tocada tranqüila, publico mais tranqüilo ainda. Estreamos uma musica. Tinha uma galera loucassa do lado esquerdo do palco que é uma das imagens mais recorrentes da tocada. Papos, ‘txilgues, sinks, foca e fotos depois, nada como uma laricadinha à beira-mar ouvindo o filme Tropa de Elite. Chegamos em Recife às 9 da matina.Que texto confuso... preciso dormir. (Ta-ta-ta-ta-ta tapioca! Vo-vo-vo-voinho!)
Foto: Rafael Passos
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