terça-feira, 11 de agosto de 2009

A Maré Nenhuma ao vivo em Araraquara

Organizando pra Desorganizar!

O velho Chico tinha razão. Quando não se é mais uma voz solitária, mas um coro harmônico, esse grito de todos permite colher frutos antes não acessíveis a cada um individualmente. Pra não ficar muito nas palavras, vamos analisar a questão do ponto de vista prático, vamos aos fatos:

1 - Os coletivos

Aconselho uma boa pesquisa sobre isso, principalmente para os músicos e profissionais da cultura que ainda não conhecem esse conceito. Nos últimos anos, diversas organizações de artistas e outros profissionais têm surgido no Brasil. Claro, analisar todo esse processo requereria uma boa tarde de papos, mas meu intuito nesse texto é apenas pincelar e focar alguns dos resultados. Por exemplo, estou postando esse texto num pc do Massa Coletivo, de São Carlos. O Massa apoiou diretamanente a hospedagem e circulação da Nuda pelo interior de Sampa. Tocamos no programa de rádio deles, ainda temos um show, entre outras coisas. Eles conseguiram proporcionar isso graças ao todo, à força que a união deles proporcionou.

Passamos pelo Cidadão do Mundo, em São Caetano, e outra surpresa: um coletivo bem equipado, com casa de show e estudio de gravação, ambos com tratamento acustico, coisa linda mesmo. Tudo operado e gerido por Robson, Marcelo, Pajé, e todos que fazem aquela galera um exemplo de organização.

Quem nos recebeu em São Paulo? Outro coletivo, claro, os fratellos do Escárnio e Osso. Será que esses breves fatos já fizeram você, Caro Leitor, ficar curioso sobre como isso funciona?


2 - O Circuito

Agora, imagine que todos esses coletivos estão conectados nacionalmente, trocando informações, tecnologia e unidos por grandes idéias.

Eles estão.


3 - Para onde isso vai?

O Circuito ruma a garantir uma representatividade única para a cena independente de arte e cultura. Ruma a garantir recursos e estrutura gerencial para possibilitar, passo a passo e cada vez mais, a tão sonhada sustentabilidade para aqueles que fazer arte e cultura.

E como como você pode participar? Acesse foradoeixo.org.br e boa caminhada, amigo. E lembre-se: as células fazem o corpo, as abelhas o enxame, os estudantes a marcha...

Vencendo a si mesmo

Nesses rolés gerais da banda, sempre temos o prazer de conviver com, genericamente falando, muitas formas de agrupamentos de indivíduos. Outras bandas, coletivos, agremiações, galera de artes, repúblicas, só pra começar. Esse contato com a diversidade traz a pergunta: e qual a liga que dá resistência a essas conexões, as conexões humanas? Qual a motivação de se relacionar?

A primeira resposta da humanidade foi sobrevivência, mas de lá pra cá, a "baleia já cortou muita água". Hoje, o que ela responde? Consumismo? Solidão parcelada em 3x? Progresso?

Aqui, nas tardes de frio de São Carlos, eu entendo as cidades morrendo com a padronização das relações enlatadas, o vazio completo de significados a que somos expostos em nosso modo de vida. Mas mesmo entre o concreto, brotam as flores. Vendo esses pequenos aglomerados, galeras iluminadas, gente do bem, cultivo alguns palpites sobre os porquês de se agregar: crescimento é o maior deles. A soma de um indivíduo com outro indivíduo, no final, sempre é maior que dois. Particularmente, tenho visto relações humanas belíssimas, nos coletivos, nas bandas, e leia-se então que seriam relações de grande crescimento pessoal de todos.

A escolha é sempre nossa. Todos nós temos a opção. Podemos sim escolher viver no mato. Podemos escolher o egoísmo do consumo e poluição inconscientes, o egoísmo das relações conturbadas de via única, ou apenas colher as flores de si mesmo, compartilhando seus frutos com todos aqueles ao redor, em harmonia.

Apenas uma ponderação.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Domingãos dos pais em Araraquara

Quando a gente viu a programação da turnê pelo interior de São Paulo, logo pensamos que o domingo seria o dia relax, aquela galinha do dia dos pais. Bem, daqui a pouco a gente vai tá postando um vídeo de A Maré Nenhuma no show de ontem em Araraquara, com participação da galera, foda, do Malditas Ovelhas.

Ontem tudo pareceu surreal, lugar BGzaço, lotado que parecia uma festinha nas Olinda, atendimento fantástico da equipe do Kruppa e uma pós-festa lá na casa de madeira (tome madeira) digna dos grandes filmes.

Tá valendo demais esse giro pelo interior, continuamos em São Carlos onde jajá estaremos participando do programa de rádio Independência ou Marte, um dos mais respeitados da nossa cena musical.

Valeu Tio Betão!

Colibrilho ao vivo em São Caetano - SP

Na ida: quase que a merda vira boné.

Duns ao vivo no Studio SP